quarta-feira, 20 de julho de 2011

A CASA DE JORGE AMADO CAIU E PERMANECE CAÍDA

Era inevitável. Até que demorou para a maioria do povo itabunense descobrir o abandono a que está submetida a casa onde nasceu o internacionalmente renomado escritor grapiúna Jorge Amado. Evitável teria de ter sido esta situação vergonhosa, pois a casa padece de um longo abandono de quase três décadas, tendo sido deteriorado impunemente sem qualquer interferência, sem merecer quaisquer ações defensivas por nenhum órgão público ou entidade privada, ou organizada da sociedade. Espetáculos musicais, apresentações de peças de teatro, exposição de artesanato, pintura e fotografia poderiam fazer parte da agenda laica daquele equipamento urbano de origem histórica. Naturalmente, muitas pessoas quereriam conhecer a casa onde nasceu o maior escrito do Brasil. O abandono sobreveio, de forma galopante e produziu uma verdadeira devastação em pouco mais de duas décadas, reduzindo a uma ruína deplorável nosso monumento mais expressivo do ponto de vista internacional. Este descaso ora denunciado pela grande mídia regional já foi pauta de muitas reportagens nos veículos de comunicação e o assunto acabou sendo do conhecimento do povo brasileiro. Durante todos esses anos, seja nas páginas dos principais jornais de Itabuna, seja através das rádios e das TVs, temos chamado a atenção das autoridades para o verdadeiro crime praticado contra um patrimônio de grande valor para a história, cultura e cidadania itabunense. A casa de Jorge Amado é um bem material que ultrapassa a comunidade intelectual e literata, posto Jorge Amado ser uma referência de literatura de enorme abrangência cultural e social. Sua restauração, especialmente no momento de busca de alternativas de fomento da cultura, das artes e da economia, deveria ser entendida como mais que uma prioridade e sim como uma questão de honra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário