O homem chega à Fundação Luis Eduardo Magalhães, onde é aguardado por pesos pesados da política local e nacional. Atravessa o auditório lotado, esquivando-se de comentários sobre 2014. Mas o tamanho do evento na sua posse como secretário de Planejamento da Bahia não deixa dúvidas: depois de perder a presidência da Petrobras, José Sérgio Gabrielli começa uma operação para pavimentar caminho próprio na sucessão estadual, vitaminado por quase meio bilhão de reais que terá para emprestar este ano via Desenbahia (ver mais detalhes na página ao lado). De olho nos passos de Gabrielli, estavam dezenas de vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, secretários do governo do estado, articuladores políticos do PT e da base aliada, líderes comunitários, empresários e gente da proa do governo Dilma Rousseff. Entre os quais, a sucessora de Gasbrielli na Petrobras, Maria Graça Foster, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, além da eminência parda petista, o ex-deputado José Dirceu.
As declarações se sucedem, sempre evitando dar a Gabrielli qualquer apoio formal ou de falar sobre a turma que briga internamente por espaço político com o novo secretário. Dirceu disse que veio apenas pela “amizade e companheirismo” que une ele e Gabrielli. E sobre 2014? “Tem muito tempo para escolher candidatos, e quem vai fazer isso são os petistas, o governador Jaques Wagner e os aliados. O PT tem muitos nomes, Gabrielli é só um deles”, arremata o ex-deputado. (Ibahia)

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