A agora bem-aventurada Dulce dos Pobres, Irmã Dulce, merece a alcunha de “anjo bom da Bahia” e a admiração do povo baiano, independentemente de credo ou religião, por ter dedicado a sua vida à caridade. Seu coração era sensível aos miseráveis, moradores de rua, que abrigava em barracões abandonados. Quase 20 anos após sua morte, a necessidade de um espaço para estacionamento, a fim de atender a uma exigência do Vaticano no processo de sua santificação, pode desabrigar projetos sociais que têm em Irmã Dulce a inspiração. É o que denuncia ao Bahia Notícias a procuradora regional do Trabalho, Edelamare Melo. Segundo ela, parte da sede da Fundação Cidade-Mãe (FCM), gerida pela prefeitura, teria sido assegurada pela Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad) ao Projeto Sinaleira, o qual coordena. A procuradora revelou ao BN, porém, que ainda não tomou posse do imóvel porque as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) também negociaria, junto ao Município, a cessão do espaço para a construção de um estacionamento, sob a justificativa de atender aos critérios do Vaticano para a transformação da Osid em local de romaria.
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