Mário Bittencourt | Sucursal Eunápolis
A dona de casa Maria José Santana de Souza, 50, moradora do bairro Pequi, o maior de Eunápolis (643 km de Salvador), no extremo sul da Bahia, estava há cinco meses tentando marcar uma consulta com um médico oftalmologista e só foi atendida na manhã deste sábado, 17, graças a um mutirão de atendimento da prefeitura, em parceria com a Clínica de Olhos Dayhorc, conveniada do Sistema Único de Saúde (SUS). O mutirão segue até o dia 9 de outubro e o objetivo é combater e prevenir o glaucoma, doença que atinge pessoas com mais de 40 anos e que pode provocar a cegueira.“A última vez que tinha feito exame foi há três anos”, contou dona Maria José. O mecânico Geraldo do Carmo, 46, teve a doença diagnosticada e recebeu o medicamento de graça. “Se fosse comprar na farmácia, seria uns R$ 100”, estima. Uma das formas de tratamento do glaucoma é o uso de colírios. No entanto, o custo elevado faz com que muitos deixem de usar. Em casos mais graves da doença, os colírios podem chegar a R$ 207. Atendimento - Pela portaria 288/2008, do Ministério da Saúde, todos os municípios do Brasil podem fazer o mutirão de atendimento. A prefeitura de Eunápolis espera atender 27.669 pessoas até o final do mutirão, que envolve 50 profissionais, dentre eles 20 médicos. “A quantidade de pessoas é o que temos no nosso Sistema de Informação da Atenção Básica. Mas pode ser que apareçam mais”, declarou a coordenadora de Controle e Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, Patrícia Tice Shigeto.O mutirão foi iniciado no Complexo de Esportes Eduardo Bathomarco, no Pequi, e segue nesse local até a próxima terça-feira, 20, das 8h ás 17h, com 500 atendimentos por dia. Depois, irá para outros bairros. No site da prefeitura de Eunápolis (www.eunapolis.ba.gov.br) podem ser conferidos os locais e datas de atendimento.
Sem cura - O oftalmologista Marcos Oliveira explicou que o principal fator de risco do glaucoma é a elevação da pressão intraocular. Pessoas com sofram com pressão arterial alta também devem procurar o atendimento, pois a pressão arterial irregular compromete os índices de pressão intraocular. O glaucoma é uma doença hereditária e não tem cura. Neste sábado, entre às 8h e às 10h, a doença já havia sido detectada em 15 pacientes. “Acho ótimo o mutirão, pois assim pode-se prevenir a doença”, falou.
Para receber o atendimento, é preciso levar xerox do RG, CPF e do cartão do SUS. “Se aparecerem pessoas de outras cidades, não vamos deixar de atender. Resolvemos a parte burocrática depois”, falou a consultora do Dayhorc, Silvia Rejane de Souza.
Santa Cruz Cabrália - Outro mutirão que será realizado no extremo sul baiano é em Santa Cruz Cabrália, a 727 km de Salvador. A prefeitura local, em parceria com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e o Dayhorc, realiza entre os dias 24 e 30 deste mês o Projeto Saúde e Movimento – Oftalmologia. Nesse período será feito um mutirão para cirurgias gratuitas de catarata.
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