terça-feira, 20 de setembro de 2011

DEM e PMDB evitam precipitar 2014




Apesar de o principal representante do DEM na Bahia, deputado federal ACM Neto, ter deixado claro em entrevista à Tribuna que a aliança para as eleições municipais entre os partidos de oposição deve passar pelo pleito de 2014, sendo considerada a candidatura ao governo, os líderes do PMDB, deputado federal Lúcio Vieira Lima, e do PSDB, deputado federal Antonio Imbassahy, sinalizaram que não pode haver precipitação nessa costura.
Segundo eles, é preciso promover primeiro a unidade para a corrida municipal para depois planejar a estadual. Nos bastidores, a equação 2012 x 2014 seria uma das problemáticas apontadas para a unidade, já que além do democrata, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) também já deixou evidente seu desejo de buscar a cadeira do Palácio de Ondina.
O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, enfatizou o conceito de que “2014 depende de 2012”. “Não podemos colocar o carro a diante dos bois. Toda a oposição tem consciência de que as chances de 2014 passam pelas de 2012.
Todos devem ter maturidade, deixar os interesses pessoais de lado e ver as oportunidades. Aquele que reunir as melhores condições será o escolhido em 2012 e esse será também o processo de 2014, onde definiremos quem apresenta melhor quadro para incrementar as mudanças que a Bahia tanto precisa”.
Ainda conforme Lúcio, não há impasses para que o partido apoie uma suposta pré-candidatura do democrata às eleições de 2012. “Nós nunca descartamos apoiá-lo”. No entanto, o líder peemedebista citou outras possibilidades, entre elas o nome docomunicador Mário Kertész, convidado pelo PMDB para se filiar ao partido e ingressar na corrida municipal, e do tucano Antonio Imbassahy.
Apontado como pré-candidato do PSDB, Imbassahy frisou que a fase tem sido de muitas conversas e avaliações. “Mas eu posso assegurar que estamos avançando progressivamente para um bom resultado. As conversas, inclusive com a participação do PPS e do PR, indicam a possibilidade de convergência”, afirmou.
No entanto, ainda não é tempo de decisão. Imbassahy também descartou a possibilidade de vir a se tornar candidato a vice na próxima eleição.
“Que deputado federal deixaria seu mandato para ser vice-prefeito? Não existe essa possibilidade”, enfatizou. Ao contrário de ACM Neto, o tucano disse que de jeito nenhum aceitaria o apoio do prefeito João Henrique (PP). “Minha posição é clara. Sou oposição a uma administração desastrosa”, avisou.

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