quinta-feira, 28 de maio de 2015

EUA acusam Marin de receber mais de R$ 20 milhões em propina

O Departamento de Justiça americano divulgou um documento de 168 páginas em que detalha as acusações feitas aos dirigentes da FIFA presos em Zurique. Suborno, lavagem de dinheiro, fraude, obstrução de justiça entre outros crimes são listados em 12 casos ou "esquemas". O documento traz vários personagens sem nome - mas frisa que suas identidades são conhecidas pela investigação. O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, é acusado de vários crimes - e especificamente de receber suborno em duas negociações.

A primeira acusação contra o brasileiro é relacionada às próximas quatro edições da Copa América. Segundo a acusação, a empresa Datisa pagaria até US$ 110 milhões em subornos (cerca de R$ 340 milhões) para garantir os direitos da competição até 2023. Deste montante, a Datisa já teria pago cerca de US$ 40 milhões divididos entre os dirigentes. Esse dinheiro seria distribuído assim: por cada edição, os presidentes da Conmebol, da CBF e da AFA embolsariam US$ 3 milhões cada (R$ 9,6 milhões); os presidentes das outras confederações levariam US$ 1,5 milhão cada (R$ 4,7 milhões) e ainda sobrariam US$ 500 mil (R$ 1,6 milhão) para um décimo-primeiro dirigente não identificado.

Segundo os investigadores americanos, as duas primeiras "cotas" (luvas e 2015) foram pagas. A Copa América do Centenário (que celebra 100 anos da competição) e será realizada nos EUA traria mais dinheiro - e propina maior: US$ 30 milhões (R$ 96 milhões) a serem divididos. Ou seja - segundo os investigadores, Marin teria recebido pelo menos US$ 6 milhões (cerca de 19,2 milhões) até agora pela Copa América. (Globoesporte).

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