Em 2012, um ano que tem guardado em si o mistério de ser definidor da situação do nosso planeta, também será uma excelente oportunidade para refletir sobre a relação que se estabeleceu entre o homem e o meio natural. Essa relação mesmo tendo permitido que o homem tenha se desenvolvido, criado soluções para diversos problemas de saúde e de comunicação, acumulado riquezas – também tem mostrado ser destrutivo. Homem e natureza continuam em desequilíbrio. Esse intenso debate divide opiniões de especialistas sobre a necessidade ou não de continuar esse percurso civilizatório. Sabemos, por meio de buscas científicas e reflexões filosóficas, que o homem do passado vivia num estado de contemplação e reverência com a natureza cujo entendimento da mesma era de uma mãe bondosa e provedora. Porém, como boa parte das mães tinha seu lado punitivo, nesse caso se apresentava por meio dos fenômenos da natureza, que muitas das vezes eram destrutivas às moradias e plantações. O homem acalentou o sonho de dominar esses fenômenos, ou seja, o lado punitivo da mãe e, de certa forma, venceu muitos dos obstáculos, a dominar construções mais fortes, plantas transgênicas capazes de se adaptar às intempéries. Mas isso, contudo, não foi alcançado sem que se alterassem outros fenômenos naturais. Algumas sociedades tradicionais acreditam que ao explorar em demasiado a Terra se atingiu o útero da mãe terra e se comprometeu o ciclo natural das coisas. Mesmo que essa seja apenas uma forma mágica de explicar o problema, em nada muda a triste realidade de que a terra – casa maior da humanidade – encontra-se em perigo. Por isso a importância de refletirmos aonde queremos chegar. Nessa reflexão, no entanto, não pode ficar de fora outra triste realidade: ainda há muita pobreza, miséria, fome, violência, guerras que precisam ser contornadas. Os países que se julgam juízes do mundo esquecem essa verdade. O crescimento desordenado gera má qualidade de vida. Somente para citar um ângulo da questão: as cidades estão enfartadas; Itabuna possui um rio que a corta ao meio que está sendo transformado em esgoto á céu aberto e provoca um odor horrível nas narinas dos itabunenses e a cidade tem um carro particular para cerca de seis habitantes. Se a emissão de gás carbônico continuar numa escala crescente estaremos comprometendo – em futuro não tão longínquo – o conforto de netos e bisnetos da atual geração.

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