A uma seleção detentora de cinco títulos mundiais, que forjou craques históricos, foi uma exibição para fazer os deuses imortais do futebol sentirem vergonha. Por mais doloroso que isso possa ser para qualquer jornalista, temos de dizer: o Brasil foi humilhado pela Alemanha na semifinal que garantia vaga na decisão da Copa do Mundo no nosso país.
Ao iniciar a partida, muitos torcedores acreditaram que o filme da final da Copa das Confederações de 2013 estaria se repetindo: marcação pressão, sufocando o adversário, fazendo a Alemanha “penar” em campo.
Mas foi só o tempo até o time germânico assimilar o estilo de jogo brasileiro e as falhas de marcação. Ao conseguir essa “leitura”, a Alemanha foi implacável a chegar ao gol: abriu o placar aos 10 minutos, com Muller.
O canto dos torcedores brasileiros sufocou o dos alemães. Mas essa força vinda da arquibancada não era o suficiente: Klose tenta duas vezes para marcar o segundo gol da Alemanha, aos 22 minutos, e se tornar o jogador que mais marcou em mundiais.
Khedira comemora mais um.
Foto: divulgação / Portal Terra
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Dois minutos depois, Kroos marca o terceiro e torna as feições de incredulidade se multiplicar entre os torcedores brasileiros.
A defesa, com o baiano Dante em campo, no lugar de Thiago Silva, comete falhas imperdoáveis para os alemães: Kroos marca o quarto da seleção da Alemanha, no minuto seguinte.
Klose supera Ronaldo como o que mais fez gols em Copas.
Foto: divulgação / Portal Terra
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A tragédia se consolida aos 28 minutos: Khedira paz 5×0 e sepulta Seleção Brasileira no Mineirão, para silêncio de quem estava no estádio e à frente de algum televisor.
O sexto gol fica iminente, mas não se consolida na primeira etapa. Nem mesmo a obrigação de reverter ou minimizar o vexame faz Felipão ousar: Ramires e Paulinho entram, em vez de um time mais ofensivo.
Felipão, incrédulo, se esconde atrás das mãos da vergonha.
Foto: divulgação / Portal Terra
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O Brasil retoma os ataques, sem o padrão ISSO 9001 dos alemães. Apesar da pressão, são os adversários quem mais estão próximos do gol. Em pelo menos duas ocasiões, Júlio César salvou o time.
Mas um jogador não pode se multiplicar por mais dez. Júlio foi inútil para Schurle aos 24 minutos: 6×0. Goleada consolidada, o Brasil teve de administrar para não sofrer mais gols.
O capitão, atordoado, tenta saber o que ouve: simples, goleada!
Fotos: Vipcomm
Fotos: Vipcomm
Mas o esforço é em vão. Após um passe primoroso, Schurle recebe e chuta com estilo, para marcar um golaço: 7×0. E o torcedor brasileiro, de pé, aplaude a exibição de gala alemã.
Aos 37 minutos, uma prova clara de que não havia mais nada a fazer: os torcedores brasileiros gritam “olé” aos passes dos alemães em campo.
Os poucos jogadores que ainda arriscavam foram premiados com um “gol de honra”: Oscar arranca livre e diminui, por menor que seja, o vexame.
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