domingo, 3 de abril de 2016

Lula afirma em Fortaleza que quinta-feira assume comando da Casa civil


Em ato contra o impeachment realizado em Fortaleza (CE), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirma que assumirá o comando da Casa Civil  na quinta-feira (Foto: Ricardo Stuker/Instituto Lula)
   Em ato contra o impeachment realizado em Fortaleza (CE), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (2) que assumirá o comando da Casa Civil na próxima quinta-feira (7), se o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reverter decisão que o impediu de ir para o ministério. Indicado para comandar um dos ministérios mais importantes do governo, Lula chegou a tomar posse, mas não pode assumir o cargo por causa de uma liminar (decisão provisória) do ministro Gilmar Mendes, do STF.
O ministro entendeu que houve “desvio de finalidade” na indicação feita por Dilma. Na visão de Gilmar Mendes, a presidente nomeou Lula para que ele deixasse de ser investigado e julgado na primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ministros de Estado têm foro privilegiado no STF. A decisão de Gilmar Mendes será submetida ao plenário do Supremo, que poderá mantê-la ou derrubá-la.
No discurso, diante dos participantes da manifestação pró-Dilma, Lula disse ainda esperar que o vice-presidente da República, Michel Temer, “aprenda sobre eleições”.
“Eu perdi muitas eleições. E eu quero que ele [Temer] aprenda sobre as eleições. O Temer é um professor de direito e sabe que o que estão fazendo é um golpe. E isso, ele sabe que vão cobrar é dos filhos dele, é do neto dele, amanhã. Porque a forma mais vergonhosa de chegar ao poder é tentar derrubar um mandato legal”, declarou o ex-presidente. (André Teixeira e Roberto Leite/G1-Ceará)

AGÊNCIA BRASIL

Depressivo, ex-repórter da Rede Globo e Record comete suicídio


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Repórter da Rede Record no estado de Minas Gerais, Renato Soares faleceu na tarde desta segunda-feira (28) na cidade de Curvelo, a 170 quilômetros de Belo Horizonte, capital de Minas. O fato ocorreu por volta das 13h, e surpreendeu a todos os colegas do jornalista, que lamentam profundamente o fato nas redes sociais. A Polícia Cívil de Minas já investiga o caso, mas segundo apurações do NaTelinha, Renato cometeu suicídio, pulando de um prédio no centro da cidade interiorana. O motivo do suicídio ainda é desconhecido, segundo a Associação dos moradores de Curvelo. Renato estava de licença do trabalho na Record, ainda decorrente do desaparecimento por 52 horas em setembro do ano passado. Ele estava se tratando de uma depressão que o afetava já de algum tempo. Mas a doença acabou lhe vencendo. Ainda não se tem informações de velório ou enterro. Presidente da Record Minas, Gustavo Paulus, através de sua conta no Twitter, lamentou o falecimento de Renato Soares, ressaltando que ele era bastante querido: “Acabo de receber a notícia que o reporter Renato Soares faleceu há pouco. Nossos sentimentos a família… Forças neste momento de dor”. Antes de trabalhar na Record Minas, Renato Soares atuou na Globo de Minas Gerais, e sempre foi visto como um jornalista exemplar pelos colegas e amigos.

segunda-feira, 28 de março de 2016

PMDB decide esta semana se fica ou desembarca do governo Dilma

A dois dias da decisão do PMDB sobre a permanência na base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff, a tensão no cenário político aumenta e peemedebistas favoráveis e contrários ao rompimento tentam ganhar apoio em articulações de bastidores.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-ministro Moreira Franco, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o vice-presidente da República, Michel Temer, durante a convenção nacional do PMDB, no começo de março (Valter Campanato/Agência Brasil)
O presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-ministro Moreira Franco, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o vice-presidente da República, Michel Temer, durante a convenção nacional do PMDB, no começo de março (Valter Campanato/Agência Brasil)














    O partido, presidido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, marcou para as 15h da próxima terça-feira (29) a votação sobre a permanência no governo. A eleição será realizada em um dos plenários da Câmara dos Deputados e pode mudar a condução dos trabalhos no Planalto e no Congresso.
Articulação – Temer cancelou a viagem que faria a Lisboa na última segunda-feira (28) a pedido de peemedebistas que querem que ele participe do processo de articulação da decisão da legenda. Na última quarta-feira (23), o vice-presidente se reuniu com o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e um dos principais opositores de Dilma, para uma conversa sobre a situação política do país.
No mesmo dia, as articulações ocorreram do outro lado, em encontros do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e de outras lideranças peemedebistas alinhados com o governo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diante da ameaça de desembarque político do principal partido da base aliada, Dilma disse, em declarações na última semana, querer “muito que o PMDB permaneça” no governo, mas disse que vai respeitar a decisão da legenda.
Dilma disse que aposta no comprometimento de ministros peemedebistas que compõem seu governo, entre eles, Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência, Tecnolgia e Inovação). Os dois querem que a aliança seja mantida e consideram irresponsável um rompimento.
Os ministros do PMDB se reunirão um dia depois da votação do Diretório Nacional para fechar uma posição em relação a possibilidade do partido decidir deixar a base aliada.
Diretórios regionais
Para aprovar a continuidade ou o fim da aliança com o governo petista, é necessário maioria simples dos 125 membros do PMDB que têm direito a voto. O diretório regional do Rio de Janeiro, que reúne nomes como o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani – aliado do Planalto –, representa a maior bancada, com direito a 12 votos. Na última quinta-feira (24), os fluminenses sinalizaram que vão votar pelo desembarque do governo.
O primeiro diretório peemedebista a anunciar o apoio ao rompimento com o governo foi o de Santa Catarina, segundo o deputado federal Mauro Mariani (SC), que ocupa uma das cadeiras da comissão especial que analisa o impeachment da presidenta Dilma.

Além dos diretórios do Rio e de Santa Catarina, peemedebistas do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Piauí, Distrito Federal, Acre, Pernambuco, Tocantins, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul defendem a ruptura com o Planalto. Outros estados ainda não se manifestaram.

agencia brasil

Três toneladas de maconha apreendidas na Bahia em operação da PF e PM


Três toneladas de drogas são apreendidas em operação na Bahia em operação conjunta da Polícia Federal e Polícia Militar  (Foto: Divulgação/ Polícia Militar)Três toneladas de drogas são apreendidas em operação na Bahia em operação conjunta da Polícia Federal e Polícia Militar (Foto: Divulgação/ Polícia Militar)
Uma operação conjunta entre a Policia Militar e a Polícia Federal, na madrugada de hoje (24), no município de Antônio Cardoso, próximo a Feira de Santana, resultou na apreensão de aproximadamente cerca 3 toneladas de maconha e na prisão de cinco suspeitos que estavam no local.
Segundo as investigações, a droga era proveniente do Estado de São Paulo. Na ação foram apreendidos uma carreta Bi-trem, um caminhão caçamba, um automóvel, uma moto e uma retroescavadeira (que cavava buracos para enterrar a droga). Participaram da operação policiais militares da CIPE-Litoral Norte, da 57ªCIPM/Santo Estevão com apoio da Rondesp Feira de Santana, do Esquadrão Asa Branca da PM e agentes da Polícia Federal.
Os detidos foram conduzidos e estão sendo autuados na delegacia da Polícia Federal de Feira de Santana.

Conheça o Mobi, o pequeno Fiat que promete sacudir o mercado

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Há pouco mais de um mês, o executivo Stefan Ketter, presidente para a América Latina da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), afirmou que a marca iria manter todos os investimentos previstos para o país. “É preciso acreditar no Brasil”, disse o executivo durante o lançamento da picape Toro. Provando que segue acreditando no Brasil, a marca lançará, em abril, o subcompacto Mobi. Modelo chega para estrear no segmento de entrada, um dos mais afetados pela crise automotiva. O modelo já está em produção na fábrica de Betim, como mostra nosso flagra no último sábado. A marca já faz estoque do subcompacto e começará a distribuição para as revendas nas próximas semanas. O Mobi é construído em cima de uma plataforma híbrida, que tem a mesma frente do trio Uno, Palio e Grand Siena, enquanto a parte de trás da arquitetura é nova.
COMO É – A frente do Mobi é alta e o capô tem dois vincos, que fazem jogo com a grade superior, pintada em black piano, com duas barras, e lembra a do SUV Freemont. O hatch terá a frente alta como a do Uno, mas os faróis são estreitos e invadem as laterais. O capô, com vincos, termina na grade, que definirá o novo estilo visual da marca. Na traseira, as lanternas têm formato redondo e, acima dela, uma peça plástica em black piano faz conjunto com a tampa traseira, que é toda de vidro é bem curta. O para-choque traseiro abriga a placa de identificação e é bem alto.
DENTRO – Para privilegiar o espaço aos ocupantes de trás, o banco está instalado praticamente em cima do eixo traseiro. Por isso, o porta-malas do Mobi é bem pequeno e nas estimativas mais otimistas não passará de 200 litros de capacidade.
MOTOR – A Fiat tinha planos de lançar o X1H com o novo motor 1.0 GSE, porém, o propulsor 1.0 de três cilindros e seis válvulas chegará somente em 2017. No lançamento, o compacto será equipado com motor 1.0 Fire EVO renovado, com melhorias para ficar um pouco mais potente e econômico. O câmbio será o manual de cinco velocidades.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Taxa de desemprego fecha primeiro trimestre de 2016 em 9,5%


A taxa de desemprego de 9,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2016 é a mais alta da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada no primeiro trimestre de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O País registrou no mês um número recorde de desempregados medido pela mesma pesquisa: 9,623 milhões de pessoas. A estimativa de pessoas desocupadas subiu 42,3% no confronto com igual trimestre (novembro, dezembro e janeiro) do ano passado. O resultado equivale a mais 2,860 milhões de pessoas na fila do desemprego. A população ocupada no País se reduziu em 1,1% no trimestre até janeiro na comparação com o mesmo período de 2015, somando 91,650 milhões de pessoas. Na prática 1 milhão de pessoas a menos passaram a estar nessa estatística. O emprego formal também recuou no período, quando 1,3 milhão de pessoas no País deixaram de ter carteira de trabalho assinada. A retração foi de 3,6% na comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2015. Em relação ao trimestre imediatamente anterior (encerrado em outubro do ano passado), o indicador se manteve estável. A categoria de empregados no setor privado sem carteira assinada teve redução de 5,9% ante o mesmo trimestre do ano passado.

Chapada: Idosa de 81 anos é presa com mais de 3 mil explosivos dentro de casa


Uma idosa foi presa nesta quarta-feira (23) com mais de 30 mil explosivos na zona rural de Ibitiara, na Chapada Diamantina. O fato ocorreu no povoado de Aguada. Com a mulher, de 81 anos, foram encontrados 70 explosivos ensacados, 11 rolos de cordel/estopim, 47 sacos de explosivos emulsificados, uma caixa com mil espoletas de detonação, além de sacos de explosivos de detonação granulado, totalizando em média 3,3 mil explosivos. O flagrante foi feito após denúncia anônima. Agentes da 29ª Companhia Independente da Polícia Militar (Seabra) prenderam a senhora dentro de casa. A mulher, que não teve o nome divuilgado, e o material apreendido foram conduzidos para delegacia do município.

Estados Unidos matam número dois do Estado Islâmico


O secretário de Estado da Defesa norte-americano, Ashton Carter, anunciou nesta sexta-feira (25) a morte do "número dois" do movimento extremista Estado Islâmico. "A remoção deste líder do Estado Islâmico vai dificultar a sua capacidade de conduzir operações dentro e fora do Iraque e da Síria", disse Carter sobre a morte de Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli, a quem se referiu como Haji Imam, segundo a Agência Brasil. Segundo Carter, o vice-líder do Estado Islâmico era o responsável pelas finanças da organização terrorista que tem reivindicado vários atentados, no mundo árabe e na Europa, como os recentes ataques em Bruxelas e em Paris. O Ministério da Justiça dos Estados Unidos tinha oferecido até US$ 7 milhões por informações que levassem à sua captura. A morte de al-Qaduli é a segunda de um alto dirigente do grupo em apenas algumas semanas. Este mês, o Pentágono disse que também conseguiu matar 'Omar o Checheno', após um ataque no Norte da Síria. Al-Qadouli "era um terrorista conhecido nas fileiras do Estado Islâmico", disse Carter, lembrando a morte de 'Omar', que atuava como responsável na área de defesa.

FLORESTA AZUL: SAI O RESULTADO DA ENQUETE DO BLOG OPINIÃO SUL!

  O RESULTADO DA ENQUETE REALIZADA PELO BLOG OPINIÃO SUL ENTRE SEUS INTERNAUTAS QUE VÊEM E LÊEM DIARIAMENTE O BLOG FORAM O SEGUINTE: JACONIAS GUSMÃO LIDERANDO COM 52 (58%) VOTOS, E NO SEGUNDO LUGAR CARLOS AMILTON DOS SANTOS (GARRAFÃO) COM 21 (23%) VOTOS, ALESSANDRO SILVA (CANDIDATO DESISTENTE) TEVE 6 (6%) VOTOS. OS DEMAIS CANDIDATOS SOMARAM JUNTO UM TOTAL DE 10 (10%) VOTOS.

INFORMAMOS QUE A ENQUETE FOI ABERTA SOMENTE AO PÚBLICO QUE ACESSAM O BLOG, A MAIORIA NÃO OPINARAM!

quarta-feira, 23 de março de 2016

FLORESTA AZUL: Jaconias Gusmão confirma candidatura.

O ex-vereador e atual vice-prefeito (PMDB) Jaconias Gusmão na segunda feira passada anunciou a sua desistência em forma de pressão. Na noite desta terça feira (23/03) anunciou oficialmente sua pré candidatura à prefeito de Floresta Azul, com o apoio da senhora prefeita Sandra Cardoso (DEM).
   Comenta-se nos bastidores politico que o jovem empresário Erick Souza poderá ser seu vice. Agora, esperar pra ver que tem bala na agulha.

sexta-feira, 18 de março de 2016

FLORESTA AZUL: AEDES EGYPT SE ALASTRA PELO MUNICÍPIO.




    O mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e microcefalia vêm se alastrando por todo o município de Floresta Azul e região. Na cidade de Floresta Azul, situada no sul da Bahia, já são centenas de casos de pessoas contaminadas pelo terrível mosquito. Faz-se necessário que a secretaria de saúde do município tome medidas drásticas e imediatas para combater de vez esse mosquito. Segundo pesquisadores o mosquito Aedes Aegypti gosta de água suja e parada para se reproduzir. A população regional deve tomar as devidas precauções para evitar sua reprodução, não deixando água parada e suja em suas residências e locais próximos.

Chapada: Agência bancária é explodida por bandidos no município de Iaçu

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A polícia informou que o banco segue interditado e que ainda não foi possível determinar a quantia levada | FOTO: Divulgação |
Mais uma agência bancária na Bahia, dessa vez no município de Iaçu, localizado na Chapada Diamantina, foi alvo da ação de um grupo de homens fortemente armados na madrugada desta sexta-feira (18). Os bandidos explodiram caixas eletrônicos e levaram insegurança para a região. Segundo informações da delegacia da cidade, o banco ficou parcialmente destruído após as explosões.
Ainda de acordo com a polícia, os criminosos colocaram “miguelitos”, grampos de metal pontiagudos utilizados nesse caso para furar pneus de carros, próximo à delegacia, como forma de atrasar a ação dos policiais. Equipes realizam rondas em busca dos bandidos, mas ninguém foi preso ainda. A polícia informou que o banco segue interditado e que ainda não foi possível determinar a quantia levada. Com informações do G1 BA.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Posse de Lula é anulada por liminar de juiz federal. Confira aqui.

Ex-presidente Lula nesta manhã durante a solenidade de sua posse como ministro da Casa Civil (Foto: Reprodução/TV)
Ex-presidente Lula nesta manhã durante a solenidade de sua posse como ministro da Casa Civil (Foto: Reprodução/TV)
O juiz federal Itagiba Cata Preta Neto da 4ª Vara do Distrito Federal concedeu liminar anulando o termo de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida tem alcance nacional e foi decidida por risco ao exercício do Judiciário. Tem aplicação imediata e, se houver recurso, o mérito vai ser decidido pelo TRF-1ª Região.
O ex-presidente chegou pouco depois das 8h desta quinta-feira a Brasília, em voo fretado, para a cerimônia de posse, marcada por um duro discurso da presidente Dilma Rousseff contra procedimentos considerados abusivos da força-tarefa da Lava-Jato.
O petista chegou em meio a grande tensão após a divulgação de gravações da Operação Lava-Jato pelo juiz Sérgio Moro de conversas entre Lula e a presidente Dilma Rousseff que mostram indícios de acerto entre os dois para obstruir a Justiça e prejudicar as investigações, como por exemplo, o envio de um termo preventivo de posse em ‘caso de necessidade’. Há registros de protestos em São Paulo e Brasília contra e a favor a sua nomeação.
A cerimônia que oficializaria o retorno de Lula ao governo estava marcada para a próxima terça-feira, dia 22, mas depois da divulgação da conversa, o governo antecipou a posse para hoje, às 10h. Integrantes da Lava-Jato viram sinais de tentativa de obstrução à Justiça nos diálogos, assim como juristas ouvidos pelo GLOBO.
Junto ao ex-presidente, tomaram posse ainda Mauro Lopes (PMDB-MG) como ministro da Aviação Civil, Jaques Wagner como chefe de gabinete e Eugênio Aragão no posto de ministro da Justiça.

Câmara instala comissão do impeachment de Dilma Rousseff

Deputados conduzem faixa lembrando antiga frase de Lula: "Quando um pobre rouba, vai para a cadeia; Mas quando um rico rouba, ele vira ministro".
Deputados conduzem faixa lembrando antiga frase de Lula: “Quando um pobre rouba, vai para a cadeia; Mas quando um rico rouba, ele vira ministro”.
AGÊNCIA BRASIL
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcou para hoje (17) a eleição da comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A decisão foi tomada após o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento dos embargos e depois da reunião que Cunha teve com os líderes partidários para deliberar sobre o rito de tramitação do processo.
Cunha convocou sessão extraordinária da Câmara para às 10h, e deu prazo aos líderes partidários até 12h para indicar os nomes dos parlamentares para a comissão especial. A eleição será iniciada logo após atingir o quorum de 257 deputados no plenário. Segundo Eduardo Cunha, a eleição do presidente e do relator da comissão será realizada amanhã mesmo. “Será eleita a comissão especial, instalada e eleitos o presidente e relator”, disse ele.
Embora discordando da decisão do STF sobre os embargos, Cunha disse que “a decisão é que tem que ser submetida à ratificação do plenário a indicação do partido. A forma como será feita, vai ser definida na hora. Vou respeitar a decisão do Supremo, embora não concorde com ela. Porém, a decisão não sanou algumas dúvidas, então vamos ter ainda que definir”, afirmou.
Cunha disse que ainda não sabe como será a escolha do presidente e do relator da comissão, uma vez que não tem regra para isso. “Eu não sei como vai ser a eleição”, disse Cunha, acrescentando que as tradições da Casa já foram jogadas fora. Mesmo com a decisão do STF de não acatar os embargos apresentados pela Câmara, Cunha disse que o processo de impeachment será tocado com a maior celeridade: “Vamos votar muito rápido. Se o PT quer celeridade, é só apresentar a defesa [da presidenta] antes do prazo de dez dias”.
Pelas regras do processo de impeachment, a comissão será formada por 65 deputados titulares e igual número de suplentes, a serem indicados pelos respectivos líderes das bancadas, de acordo com o tamanho dos partidos na Câmara. Para ser eleita, a chapa precisará da maioria simples dos votos, desde que votem no mínimo 257 deputados.
Iniciado o processo de impeachment, a presidenta Dilma Rousseff terá o prazo de 10 sessões plenárias da Câmara para apresentar sua defesa e os integrantes da comissão terão direito a cinco sessões para apresentar e votação do parecer do relator sobre se o processo deve ser aceito e prosseguir ou se será arquivado.

armação de Dilma pode lhe custar o mandato.

A manobra começou a ser negociada pelo governo quando Lula percebeu que é um dos investigados na Lava Jato
A manobra começou a ser negociada pelo governo quando Lula percebeu que é um dos investigados na Lava Jato
A Constituição prevê a perda de mandato de presidente da República que atue para impedir o livre exercício de outro poder. A “armação” de Dilma com Lula para nomeá-lo ministro, com o intuito impedir qualquer ação da operação Lava Jato, configura-se quando Dilma avisa que um portador levará até ele um “termo de posse”, de uma posse ainda não realizada, para ser usado como um “salvo conduto”. Tudo para impedir o cumprimento de eventuais mandados judiciais contra o ex-presidente.
CRIME DE MADAME
Por tentar obstruir a ação da Justiça, acobertando Lula, Dilma também pode responder por ação de crime de responsabilidade.
FALSIFICAÇÃO É CRIME
Na gravação, Dilma avisa que um portador, Messias, levaria até Lula um “termo de posse” a rigor fajuto para impedir ações da PF.
MAIS POR VIR
O que mais preocupou autoridades foi a queda do sigilo da operação Lava Jato. Não faltam menções a parlamentares e até magistrados.
INÍCIO DA MANOBRA
A manobra começou a ser negociada quando Lula percebeu que é um dos investigados na Lava Jato, ao ser conduzido a depor sob vara. (Coluna de Cláudio Humberto. Clique AQUI e leia mais)

CLÁUDIO HUMBERTO

terça-feira, 15 de março de 2016

Denúncia implode roteiro para tentar salvar o governo Dilma, diz jornal

Segundo o planejado, Dilma abdicaria na prática da Presidência em favor de Lula (Foto: Agência Brasil)
Segundo o planejado, Dilma abdicaria na prática da Presidência em favor de Lula (Foto: Agência Brasil)
A revelação de que o governo Dilma Rousseff tentou comprar o silêncio de Delcídio do Amaral (PT-MS), segundo a descrição do acordo de delação premiada do senador, implodiu o roteiro previsto pelo Planalto para tentar salvar o mandato da presidente e o projeto de poder do PT, segundo informa nesta terça-feira (15) o site do jornal Folha de São Paulo. Segundo o planejado, Dilma abdicaria na prática da Presidência em favor de um Luiz Inácio Lula da Silva investido da condição de superministro. O acordo estava praticamente pronto para ser fechado nesta terça (15).
Lula buscaria remendar as pontes políticas com o PMDB e, por extensão, com a miríade de partidos médios que também seguem o cheiro de sangue em Brasília. Na outra ponta, o petista comandaria ou diretamente ou por meio de um novo ministro da Fazenda uma inflexão na política econômica – que, de resto, mais assusta do que anima os mercados devido às tentações populistas e perdulárias típicas do petismo em crise.
O governo está paralisado pela gravidade da acusação de que o ministro Aloizio Mercadante teria ofertado dinheiro para Delcídio moderar o tom de sua delação. Mercadante não é só o ministro da Educação, é um homem de confiança de Dilma e do PT, ainda que tenha um histórico turbulento na relação com ambos. Como sempre, é preciso que tudo isso seja exposto ao contraditório e apurado antes de serem feitos juízos. Mas o impacto político é enorme, não menos porque Delcídio não é um líder obscuro de um partido lateral, mas ex-integrante do coração do grupo que está no poder.

Delcídio diz que Mercadante tentou comprar seu silêncio e barrar delação



A delação de Delcídio  caiu como uma 'bomba'  e fez Mercadante descumprir compromissos de agenda para se encontrar com a presidente Dilma.
A delação de Delcídio caiu como uma ‘bomba’ e fez Mercadante descumprir compromissos de agenda para se encontrar com a presidente Dilma.

























   O senador Delcídio Amaral (PT-MS) afirmou em sua delação premiada que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tentou barrar a colaboração do parlamentar junto à Procuradoria Geral da República (PGR), inclusive com uma suposta ajuda financeira e com gestões junto aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
As acusações fazem parte do termo de colaboração número cinco da delação, homologada nesta terça-feira pelo ministro do STF Teori Zavascki e tornada pública a partir dessa homologação.
O assessor mais próximo de Delcídio, Eduardo Marzagão, gravou conversas com Mercadante mantidas em duas reuniões em dezembro, depois da prisão do senador. Houve ainda uma terceira conversa, com uma assessora do ministro chamada “Cacá”. Os diálogos foram fornecidos à PGR. O site da revista “Veja” publicou nesta terça-feira trechos das conversas gravadas.
Ouça ao áudio da gravação abaixo:
“Aloizio Mercadante disse a Eduardo Marzagão para o depoente ter calma e avaliar muito bem a conduta a tomar, diante da complexidade do momento político. A mensagem de Mercadante, a bem da verdade, era no sentido do depoente não procurar o Ministério Público Federal para, assim, ser viabilizado o aprofundamento das investigações da Lava-Jato”, registra o termo de colaboração número cinco. O ministro disse que em pouco tempo o assunto seria esquecido, conforme a delação.
A delação caiu como uma ‘bomba’ no MEC e fez Mercadante descumprir compromissos de agenda para se encontrar com a presidente Dilma.
Fonte: O Globo/Vinícius Sassine/André de Souza e Eduardo Bresciani

Governo reconhece que manifestações foram vigorosas, diz Jaques Wagner

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse hoje (14), após a reunião da coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff, que o governo reconhece que as manifestações ocorridas nesse domingo (13) foram “vigorosas”, mas que também foram produzidas por federações de empresas.
“O que não tira o seu valor. Nessa manifestação tem uma agenda que considero negativa porque não tem uma proposição. Tem um “tira fulana” e pronto. Isso não vai resolver o problema do Brasil. Impeachment não é remédio nem para impopularidade nem para crise econômica. De qualquer forma, deve ter animado a oposição”.
Para o ministro Jaques Wagner, os protestos de ontem não enfraquecem o governo da presidenta Dilma (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Para o ministro Jaques Wagner, os protestos de ontem não enfraquecem o governo da presidenta Dilma (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Segundo o ministro, o governo não tem “nada de bombástico para anunciar” como resposta às ruas. “O que a gente vai fazer é apressar o que já vem fazendo. Tem vários componentes, mas o componente que considero fundamental é o da economia. Se a economia estiver apontando desemprego e diminuição da atividade econômica, não há alegria nas pessoas. Se você tem um processo que é de baixa da atividade econômica, evidentemente que há um mau humor no comércio, na casa das pessoas, nas famílias. Este [retomada econômica] é o único remédio que eu acho que tem que ser feito e esse remédio está sendo pensado”, acrescentou.
Na avaliação de Wagner, os protestos de ontem não enfraquecem o governo. “As pessoas que estão indo à rua têm um perfil claramente oposicionista. Se 51 milhões de pessoas foram às urnas na eleição [de 2014] para ser contra o governo da presidenta Dilma ou do PT, acho que o protesto não enfraquece. É uma parcela [da população]. O que o governo precisa para ter mais gás é a recuperação da economia, a volta da geração de empregos. É o bem-estar da população que dá o pró e o contra de um governo. Protesto faz parte da vida democrática. O protesto mostra que o povo quer instituições transparentes e fortes, que respeitem umas às outras como está previsto na Constituição.”
Para o ministro, diferentemente dos atos no período da Diretas Já, em 1984, e do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, a manifestação atual contra o governo é grande, mas segmentada. “É óbvio que tem gente que votou nela [Dilma Rousseff] e não está satisfeito. É só olhar as pesquisas [de avaliação]. Nós perdemos musculatura e isso nós reconhecemos. Não necessariamente perdemos musculatura para eles [oposição]”.
Processo de impeachment
O ministro informou que o governo está reunindo os ministros e as lideranças políticas aliadas para montar a estratégia de defesa da presidenta no processo de impeachment na Câmara dos Deputados.
“Porque, a depender da decisão do Supremo, se sai ou não na quarta-feira (16), acho que sai, pode começar o processo. Então, nós vamos ter de cuidar da montagem da comissão e depois conversar com todo mundo. Tenho tranquilidade para dizer que a gente tem tudo para barrar esse processo ainda na Câmara. Acho que teremos mais de 172 votos. Não tem nenhum crime de responsabilidade atribuído à presidenta Dilma Rousseff. O processo está sendo muito mais político, de tentar consertar a economia com impeachment. Acho que esse é o pior remédio porque vai paralisar o país por mais 120, 180 dias e aí perdemos mais um ano”.
O Supremo Tribunal Federal deverá concluir esta semana o julgamento dos embargos apresentados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao rito do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Criminalização da política
O ministro Jaques Wagner disse que vê com preocupação a criminalização da política pelo fato de políticos da oposição também terem sido hostilizados durante as manifestações de ontem (13).
“Quando vejo o deputado José Carlos Aleluia [DEM] vaiado na Bahia, e o governador de São Paulo [Geraldo Alckmin, PSDB] e o senador de Minas Gerais [Aécio Neves, PSDB] também não serem bem recebidos, então é bom acender a luz amarela em todo mundo que gosta da democracia e da política. Porque o país, com a criminalização da política, pode cair no autoritário. Não vou botar na minha boca que quem estava na rua está pregando o autoritarismo para não entrar num território que eu acho errado. Mas ali foi um pouco a negação da política. Quem achou que ia dar uma faturada, pelo visto, não faturou. Isso aumenta a minha preocupação: quando as pessoas dizem que não quero esse [político] e não quero nenhum”.
Alckmin e Aécio foram hostilizados e vaiados na manifestação na Avenida Paulista.
Como saída para a crise, o ministro defende a reforma política. “A bandeira verdadeira que todos os democratas da política, da economia, da imprensa deveriam levantar bem alto é a da reforma política. Se não tiver reforma política estruturante neste país, estamos jogando a democracia brasileira para fora. Não me parece razoável ter mais de 30 partidos, porque eu não conheço 30 e tantas opções de caminho para o Brasil”.

agencia brasil

domingo, 13 de março de 2016

Manifestantes encerram ato em Brasília cantando o Hino Nacional

 Segundo a Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram da manifestação (Wilson Dias/Agência Brasil)
Segundo a Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram da manifestação na capital federal (Wilson Dias/Agência Brasil)

Com o Hino Nacional cantado em coro, foi encerrada em Brasília a manifestação em apoio ao combate à corrupção e a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, realizada na Esplanada dos Ministérios. Ao final do hino, os manifestantes gritaram “Fora, PT”.
Segundo a Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram da manifestação. Não houve ocorrência de atos violentos, segundo a PM, apenas registro de extravio de documentos e atendimento de pessoas com mal-estar. O percurso dos manifestantes começou no Museu da República e foi até o Congresso Nacional, em um total de dois quilômetros.
Para o estudante Douglas Santana, de 20 anos, o movimento é histórico para o país. “Pedimos fora ao PT porque é perceptível que o país não está estável. Realmente precisa mudar e esse é o partido que está no poder”. Segundo o estudante, o ato deve ser mantido também contra outros políticos, de outros partidos, sob investigação pela Polícia Federal.
Vários manifestantes vestem camisas com a foto do juiz Sérgio Moro e adesivos em apoio ao juiz que comanda o processo de julgamento dos crimes relativos à corrupção em contratos da Petrobras, investigados no âmbito da Operação Lava Jato, pela Polícia Federal.
Em meio ao povo, estava o senador Álvaro Dias (PV-PR), que não falou aos manifestantes publicamente. Ele, no entanto, conversou individualmente com alguns manifestantes e parou para tirar fotos. Dias migrou do PSDB para o PV no início de janeiro, após vários meses de negociação.
Neste momento, as pessoas estão se dispersando, a maioria em direção à Rodoviária do Plano Piloto, terminal de ônibus na área central de Brasília.


Heloísa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

PMDB proíbe filiados de assumirem novos cargos no governo

O PMDB decidiu hoje (12), em convenção nacional do partido, que nenhum peemedebista assumirá cargos no governo federal nos próximos 30 dias. Nesse período, o Diretório Nacional do PMDB vai decidir sobre a proposta de rompimento ou de manutenção do apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

O PMDB faz hoje convenção nacional. 454 delegados vão eleger os membros do Diretório Nacional, que, por sua vez, vão escolher a nova Comissão Executiva Nacional (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)O PMDB faz hoje convenção nacional. 454 delegados vão eleger os membros do Diretório Nacional, que, por sua vez, vão escolher a nova Comissão Executiva Nacional (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O cargo de ministro da Aviação Civil está vago com a saída de Eliseu Padilha, do PMDB, em dezembro. Havia uma expectativa de que o deputado federal Mauro Lopes (MG) assumisse a Secretaria de Aviação Civil nos próximos dias.
Mais cedo, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse, durante discurso na convenção nacional, que “não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar ânimos e levantar muros”. Segundo ele, em um momento atual de grave crise política e econômica, a hora é “de construir pontes”.
O PMDB deve reconduzir Temer à presidência nacional do partido. No total, 454 delegados vão eleger os membros do Diretório Nacional, que, por sua vez, vão escolher a nova Comissão Executiva Nacional.
Temer voltou a defender a unidade nacional e o diálogo entre todas as correntes de opinião. “O PMDB sempre teve diversidades internas, mas [que] convergem em todas as ocasiões em que é preciso cuidar do país”.