Ao jornal, Waldir diz que este tipo de pensamento remonta ao argumento utilizado pelos governos ditatoriais brasileiros, como forma de intimidação da população para impedir o PMDB – partido que fazia oposição ao regime, então como MDB – de conquistar o poder nas cidades.
O reforço dessa ideia na campanha em Salvador é apontado como o principal fator do crescimento da candidatura do petista que, em última pesquisa realizada na capital, já aparece à frente do principal adversário no pleito deste ano, ACM Neto (DEM).
Mensalão e Lula - Sobre o processo do mensalão julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o político de 86 anos e que já passou por quase todos os cargos que competem a um homem público – deputado estadual, federal, governador e ministro -, defende que sejam apuradas todas as denúncias disponíveis e a devida punição dos culpados, mas crê na inocência de Lula no escândalo.
Esquecido pelo próprio partido nas eleições municipais, Waldir critica o fato de, com a história que possui, ter direito a apenas 20 segundos de aparição na propaganda eleitoral, enquanto neófitos na política possuem de 3 a 4 minutos de janela.
“Há mais de 40 anos eu começo qualquer saudação com ‘minhas amigas e meus amigos’, quando termino isso já comi quatro segundos dos meus 20, sobram 16. Há áreas da população que não sabem que sou candidato. Fora da televisão, o mecanismo hoje é muito complicado. Quem tem muito dinheiro pode fazer uma eleição enorme, quem não tem muito dinheiro, não faz”, lamenta Waldir.
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