Mesmo inicialmente barrados, esses candidatos, em sua maioria, podem continuar fazendo campanha e ser votados porque recorreram da decisão desfavorável.
Dos candidatos na mira da Lei da Ficha Limpa nos dez maiores colégios eleitorais do país, 16% são peemedebistas, de acordo com o levantamento do pesquisador do Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fabiano Angélico realizado para o site. Em segundo lugar, está o PSDB, com 15,7%, e em terceiro o PTB, com 9,2%.
Fabiano observa também que os tribunais regionais eleitorais tiveram desempenhos variados quanto ao questionamento dos candidatos. Enquanto no Ceará, a taxa de impugnação é de 9,2 candidatos para cada um milhão de habitantes, no Rio de Janeiro barrou apenas 1,2 candidatos para cada um milhão de habitantes.
Bahia - Na Bahia, dados extraoficiais indicam que existem mais de 850 candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador que vão às urnas sem a certeza de que tomarão posse no cargo. São candidatos que tiveram suas candidaturas indeferidas, mas recorreram da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda aguardam uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
Os candidatos nesta situação representam apenas 2,4% do total de 36.183 candidatos que registraram candidaturas na Bahia para estas eleições. Contudo, o número torna-se significativo quando são analisados somente os candidatos a prefeito – são 54 na Bahia nesta situação.
No total, 49 municípios baianos – cerca de 12% dos 417 do Estado - tem pelo menos um prefeiturável com a candidatura sub judice. Quatro cidades têm dois candidatos nesta situação. São elas: Vera Cruz, Sítio do Mato, Ibicaraí, e Barro Preto.
O Tribunal Regional da Bahia ainda não apresentou um balanço da situação dos candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa no estado.
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