LUÍS AUGUSTO GOMES
Agora, na iminência de um revés ou, pelo menos, de muita dificuldade para alcançar o que antes parecia fácil, vemos, tanto o governador quanto a presidente, se utilizarem da mais reles apelação.
Por outro lado, tonta, sem saber para que lado vai desde a tragédia que elevou Marina Silva a candidata à presidência, a grande imprensa precisou, emergencialmente, eleger a nova inimiga, a assustadora seringueira.
Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves, Edison Lobão, Roseana Sarney. Nada de novo, só a acusação a um morto, Eduardo Campos, que não pode falar e que em vida jamais teve o nome relacionado a escândalos.
Anteveem, portanto, essas pessoas, um governo de caos e incompetência desde o primeiro dia, o que levará inevitavelmente à crise, à ruína econômica, à conflagração social.
Sabem, porém, que não é assim. A ex-senadora, ex-ministra, política de longo curso e com evidente experiência de gestão e capacidade de diálogo, não é nenhum Dom Quixote que arremessará, cega, sua lança contra as instituições e o bom senso.
Acredita-se, sim, que poderá governar com avanços e formando uma base no Congresso sob o foco de uma autoridade inovadora, que começaria, por exemplo, recusando a imoralidade da reeleição.
A questão é que as pesquisas, sem gênese verdadeiramente conhecida, são sedutoras nas gangorras em que colocam os candidatos, uns subindo hoje, descendo amanhã, outros fazendo no dia seguinte o momento inverso.
E a mídia, enfim, que patrocina os institutos, emprega toda a sua “credibilidade” na manipulação, envolvendo em luzes a opinião pública. (Por Escrito)
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