segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Boca de urna do Ibope erra em oito de 11 capitais


Avanço de Fruet ao segundo turno em Curitiba não foi visto pela boca de urna do Ibope

O Ibope antecipou com precisão o resultado mais aguardado destas eleições municipais: a definição dos dois adversários que se enfrentarão no segundo turno em São Paulo. Em pesquisa divulgada às 17h pela TV Globo, o Ibope já anunciava que José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) haviam deixado para trás Celso Russomanno (PRB). Os índices obtidos pelos três candidatos paulistanos ficaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, estabelecida pelo instituto. O acerto na capital paulista não esconde, porém, os erros da boca de urna do Ibope em outras capitais.
Houve divergência acentuada entre os resultados previstos pelo instituto e os números apontados pelas urnas em três das 11 cidades pesquisadas: Curitiba, Salvador e Manaus. Em outras cinco, a votação ficou fora da margem de erro, embora os desvios tenham sido menos gritantes: Porto Alegre, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Fortaleza.
Os principais erros
Na capital paranaense, a boca de urna foi precisa ao dar a primeira colocação ao deputado Ratinho Júnior (PSC), que avançou para o segundo turno com 34% dos votos válidos. Mas errou ao identificar o adversário dele: apontou o prefeito Luciano Ducci (PSB) em vez do deputado Gustavo Fruet (PDT).
Fruet, que aparecia em terceiro lugar com 24% dos votos na pesquisa realizada hoje (7), terminou com 27,23%. Ducci, que figurava com 29% na boca de urna, ficou com 26,76%. Ou seja, o pedetista terminou à frente com 4.402 votos.
Em Salvador, o Ibope errou ao apontar uma vantagem de sete pontos percentuais para Nelson Pelegrino (PT) sobre ACM Neto (DEM). O líder do DEM na Câmara terminou a votação ligeiramente à frente do deputado petista, diferença de menos de um ponto percentual.
Na capital de Manaus, a boca de urna superestimou a votação dada à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), segunda colocada. A diferença entre ela e o primeiro colocado, Arthur Virgílio (PSDB), que era de 11 pontos, de acordo com o instituto, acabou chegando a 20 pontos. Arthur Virgílio vai ao segundo turno com 40,56% dos votos válidos.
Outros candidatos acabaram tendo menos votos do que os estimados pela boca de urna do Ibope, aplicada a margem de erro, como Manoela D’Ávila (PCdoB) em Porto Alegre, Jovair Arantes (PTB) em Goiânia e o próprio prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSDB). No caso de Paes, a diferença não o impediu de ser reeleito em primeiro turno com uma das maiores votações proporcionais do país.

Nenhum comentário:

Postar um comentário