A TERMINAÇÃO “FEMININA” É UMA ARAPUCA
Voltemos, enquanto é tempo, à gramática. Se tivéssemos herdado o neutro latino, muitas dúvidas estariam resolvidas. Por exemplo,telefonema, que gerou boas confusões: vi muita gente boa referir-se à telefonema (no feminino), quando o termo é masculino, macho – e disso não abre mão. Convenhamos que a palavra, com essa terminação sugestiva de feminino, é uma armadilha. Mas a dúvida foi sanada pelo tempo, de sorte que já não se ouve ninguém dizer “vou daruma telefonema”. Que bom. Baianos ensaiaram, por motivos etimológicos que desconheço, “uma acarajé”. É raro, mas ainda possível ouvir-se em Salvador essa estranha formulação. Porém, a dúvida mais notória que me ocorre é com a palavraalface, volta e meia apelidada o alface.
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